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Como a vitória de Biden nos EUA afeta seus investimentos

Os números apontam o democrata Joe Biden como favorito na disputa pela cadeira de presidente dos Estados Unidos. Mas a contagem de votos ainda é feita nos EUA e Donald Trump tem chances de se reeleger.

Uma possível mudança de comando na maior economia do planeta afeta diretamente os investimentos em todo o mundo. O PIB nominal dos EUA em 2019 foi de US$ 21,5 trilhões, do Brasil, de US$ 1,4 trilhão.

Enquanto a reeleição de Trump significa a manutenção do atual rumo da economia americana, uma vitória de Joe Biden tende a trazer mudanças significativas para empresas que negociam papéis também na Bolsa brasileira.

O programa do candidato democrata prevê mudanças como aumentar impostos para empresas que terceirizam parte de sua produção para outros países.

Há ainda em seus planos o aumento da taxação de ganhos de capital e dividendos. Isso pode levar a um movimento de muitas vendas de ações no mercado americano e, com isso, uma redução de preços dos papéis.

Essa possível queda de preços não atinge apenas quem negocia ações nas Bolsas americanas, mas alveja diretamente os BDRs, papéis emitidos no Brasil que representa outros, de empresas no exterior. Sua variação reflete a da ação principal da empresa. A sigla é para Brazilian Depositary Receipts (certificados de depósito de valores mobiliários).

Recentemente, as regras para compra de BDRs mudaram e, agora, qualquer investidor pode comprar e vender estes papéis. Até então, negociar esse produto era apenas para os chamados “investidores qualificados”, com aplicações financeiras de pelo menos R$ 1 milhão.

Com as recentes mudanças, o volume de negociações dos BDRs de companhias pouco tradicionais, como Tesla, Netflix e Alibaba, explodiu. O movimento aumentou a compra e a venda também de grandes empresas americanas, como Disney, Google e Microsoft.

Com esse aumento da negociação dos BDRs, o número de investidores brasileiros com seus investimentos afetados diretamente pelo resultado da eleição americana é maior do que nunca.

O cenário que mais deverá afetar as empresas ocorrerá se Biden levar a presidência e os democratas formarem maioria na Câmara ou no Senado. Há inclusive a possibilidade de um “full sweep”, em que o mesmo partido leva o Executivo e as duas casas Legislativas.

Se isso ocorrer, as políticas fiscais já propostas por Biden podem aumentar também investimentos em energia limpa, em detrimento de fontes de energia fóssil, exemplifica Arthur Siqueira, sócio e analista de investimentos da GeoCapital, que administra um fundo de investimentos em ativos no exterior desde 2013.