fbpx
Conheça o primeiro
Smart Beta Global do Brasil

Diversificação com ações globais pode reduzir riscos de perdas

Aplicar em ações de empresas estrangeiras pode ser bem mais simples do que se imagina. Ficou para trás a época em que ser acionista e participar dos resultados de uma companhia global, admirada mundialmente e com boas perspectivas de lucro, era algo restrito aos grandes investidores, envolvendo barreiras burocráticas para abertura de conta no Exterior ou ainda para o recolhimento de impostos da operação.

Um dos caminhos simplificados para ter parte de seus recursos em ativos lá fora é procurar por fundos aqui, brasileiros, com carteiras compostas por ações internacionais. Opções que se tornam atrativas em cenário de juros cada vez mais baixos e o aplicador parece disposto a assumir algum grau de risco em troca de rentabilidade mais interessante.

Desde 2013, a Geo Capital está entre as instituições financeiras que atuam nesse segmento de fundos, e conta atualmente com cerca de R$ 1 bilhão de patrimônio administrado. Mas por que comprar papeis de empresas globais se a bolsa de valores doméstica conta com perspectivas promissoras para os próximos meses?

Quem responde é o sócio e diretor de Distribuição da Geo, Gustavo Aranha: “ Ter ações lá de fora, além de diversificar, reduz o risco do aplicador”. Uma possibilidade não elimina a outra, quer dizer, a estratégia de diversificação, para ele, deve compreender tanto aplicações na bolsa daqui como nos papeis estrangeiros.

Ele lembra, por exemplo, de dois momentos em que a bolsa de valores brasileira poderia ter engatado em curva de valorização não fossem eventos como a divulgação de gravações de conversas do ex-presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista, em maio de 2017, e a greve dos caminhoneiros que paralisou o País, em maio de 2018. Ao pulverizar as aplicações em mercados internacionais, o investidor passa a ter condições de minimizar as perdas.

A proposta da Geo foi montar uma estrutura especializada e oferecer ao investidor a possibilidade de ser acionista de empresas que não foram fundadas nem são negociadas no País. “São marcas como Coca-cola, Nike ou Tiffany, que, embora estrangeiras, estão próximas e fazem parte da vida dos brasileiros”, afirma Aranha. Trata-se, portanto, de uma expansão de horizontes para o aplicador.

Embora a escolha das ações e gestão dos fundos fique a cargo de profissionais experientes, para participar desse mercado internacional, o investidor precisa acompanhar e entender o modelo de negócios, se enfronhar mais no assunto, orienta o executivo.

Na gestora, o processo de seleção dos papeis e formação das carteiras é submetido a um rigoroso gabarito, que não se limita olhar e analisar as grandes vedetes do mercado internacional, como Disney, Nike, Tiffany, Marriot, John Deere (tratores e máquinas agrícolas), mas principalmente identificar empresas que fazem parte da cadeia de produção de cada setor e contam com potencial de lucros.

“Nossos profissionais viajam o mundo todo atrás de empresas de qualidade, com histórico de bom retorno em décadas, que já passaram por guerras, por recessão, mas contam com boa gestão, boa rentabilidade”, explica Gustavo.

E para ganhar o status de “empresa de qualidade”, as companhias globais devem atender a três 3 requisitos fundamentais: “ter poder de preço”, quer dizer, podem oferecer seus produtos e serviços em qualquer nível de preço que o mercado sempre estará disposto a pagar; contar com a “cultura de dono”, ter a gestão focada no acionista e no longo prazo; apresentar potencial de “crescimento”, que conseguem crescer mesmo em ambientes adversos.

Existem perto de 71 mil empresas listadas nas bolsas em todo o mundo, mas cerca de 380 atendem a essas três condições ao mesmo tempo, esclarece o diretor. No entanto, o acompanhamento sistemático da Geo é feito entre as 60 melhores e, desse total, apenas as que contam com suas ações consideradas baratas, diante dos resultados que podem proporcionar, é que vão para o portfólio de seus fundos.

“A Geo é focada nisso, quer ser referência e estar entre as boas gestões de ações internacionais”, diz Gustavo. Adotando essa estratégia, a meta é proporcionar um retorno diferenciado ao aplicador por meio de seus fundos, que podem ter o rendimento em reais ou em dólar.

A taxa de administração é de 2% ao ano, e a taxa de performance é de 20% sobre o rendimento que ultrapassar a inflação americana mais 2,5% ao ano. O imposto é de 15% sobre o ganho e cobrado no resgate. A aplicação mínima é de R$ 25 mil, no entanto, o investidor precisa se autodeclarar como “qualificado”, ou seja, ter um total de investimentos a partir R$ 1 milhão.

Os fundos da Geo são distribuídos pela XP Investimentos, BTG Pactual, Genial Investimentos, Banco Safra, Modal Mais, Mirae Investimentos e Banco CSHG.

Destaques

O gestor elenca cinco ações que estão no time das empresas consideradas por ele e sua equipe como de qualidade.

Disney, por ser forte e consolidada no mundo do entretenimento, domina o conteúdo, e é competente para obter lucro com esse negócio;

Luxottica, empresa italiana que domina o setor de armações. É dona de várias marcas e redes, como Óticas Carol e Sunglass, é um tipo de empresa que cresce com altas margens de lucro;

Nike, não tem uma fábrica, mas vende a franquia da grife. Muito leve de capital e com expansão no mundo inteiro. Tem a cultura do dono;

Marriot conta com quase 30 marcas de hotel em todos os níveis. Leve em ativos. Políticas fortes de milhagem e fidelização da clientela;

Tiffany, empresa que tem domínio completo da cadeia, desde a produção de diamantes até o atendimento, com diferenciais que geram margem alta de lucro. Crescimento constante, imune a crises.