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Especial: 16 ações para ter na carteira em 2021 (e um bônus)

No início de 2020, projeções indicavam que o Ibovespa chegaria a 140 mil pontos. Depois da pandemia de Coronavírus, o fato de o índice ter passado de 110 mil pontos já foi comemorado com euforia por investidores.

O cenário para 2021 segue cheio de incertezas, mas a recuperação do mercado parece ter vindo para ficar. De olho nisso, o Monitor do Mercado pediu que cinco gestores e analistas de investimentos com diferentes teses de investimento indicassem “a melhor ação para 2021”.

Além do levantamento próprio, levamos em consideração as indicações dos especialistas da XP e do BTG Pactual, chegando, no total, a 17 papéis indicados para 2021. Dezesseis são ações negociadas na Bolsa brasileira. Uma é negociada na Europa.

O importante, todos concordam, é que as empresas tenham demonstrado resiliência, ou seja, a capacidade de voltar a crescer após a crise.

A base para entender o que pode acontecer no cenário econômico envolve (e muito) a atuação do governo federal nos próximos meses. Em relatório enviado aos clientes no início de dezembro, a gestora Rio Verde Investimentos, focada em ações de small caps, destaca a importância do ajuste fiscal para a retomada econômica.

“Passadas as eleições municipais, o governo pode tentar sair da inércia e retomar a agenda de votações em acordo com o Congresso, endereçando ao menos as questões do Orçamento e Equilíbrio Fiscal”, diz o comunicado.

Essa atitude, diz o relatório, “afastaria receios de alta da inflação e dos juros”, já que diminuiria a percepção de riscos de investidores.

Potencial de valorização

Para Pedro Serra, gerente de Research da Ativa Investimentos, apesar dos recentes impactos da Covid-19 e, consequentemente, seu estresse gerado nas vendas em lojas de rua ou em shoppings, a Renner (LREN3) surpreende com disciplina nas despesas operacionais e na condução da sua transformação digital.

O economista ainda destacou os ganhos de marketshare e a volta do crescimento de número de lojas da marca.

Na avaliação de Eduardo Cavalheiro, sócio fundador e gestor da Rio Verde, a Ecorodovias (ECOR3) é uma companhia que tem avançado em diversos aspectos estratégicos. A governança corporativa, diz, melhorou com a chegada do grupo italiano Gávio à companhia. Houve ainda reequilíbrio tarifário e capitalização por meio da emissão de ações.

Para ele, as diversas iniciativas da Ecorodovias devem chegar a um estágio de maturação ao longo de 2021 e impactar positivamente o preço das ações. “O próximo ano também deve marcar um grande volume de novos projetos de concessões rodoviárias a serem oferecidos ao mercado”, explica.

Já Matheus Moura, da HIX Capital, destaca duas empresas que diz serem “defensivas”, mas ainda assim oferecem um bom potencial de retorno.

A Eneva (ENEV3), diz, terá diversas oportunidades de alocação de capital nos próximos 18 meses. Segundo o analista, isso pode mudar o tamanho da empresa de forma substancial favorecendo, desta forma, os acionistas.

A outra companhia destacada pelo economista é a Sul América (SULA11). Uma das maiores operadoras de saúde não-verticalizadas do país tem ainda muito espaço para crescer, diz Moura. Para ele, o preço das ações ainda está muito atraente.

Já Pedro Galdi, da Mirae Asset, destaca a Vale do Rio Doce (VALE3). De acordo com o ele, a empresa apresenta um baixo endividamento e deve se favorecer do preço de minério de ferro elevado. Além disso, a expectativa para 2021 de um dólar com cotação alta (na faixa de R$ 4) é boa para a empresa, que tem seus preços em dolarizados. E ainda destacou o retorno da distribuição de dividendos, que este ano deve ficar na faixa de 10%.

XP e BTG

Em evento recente, a XP levou seus especialistas em diferentes setores a indicarem as melhores ações para 2021. Ao fim, foram listadas como boas pedidas as ações da Petrobras (PETR3 e PETR4); Ômega Geração (OMGE3); Cesp (CESP6); Banco do Brasil (BBAS3); C&A (CEAB3); Pague Menos (PGMN3); Vale (VALE3); e Klabin (KLBN11).

Já o BTG, distribuiu material intitulado “Dez investimentos para você fazer agora”, no qual lista os cinco papéis indicados por seus especialistas por terem grande potencial para valorização em 2021. As cinco empresas escolhidas foram B3 (B3SA3); Vale (VALE3); Magazine Luiza (MGLU3); Petrobras (PETR4); e Oi (OIBR3).

Na Europa (Bônus)

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Empresa é dona de marcas como Ray-Ban e Oakley.
Piqsels.com

Para quem busca oportunidades de investimento no exterior, Arthur Siqueira, analista de investimentos e sócio da GeoCapital aponta a EssilorLuxottica como uma ótima pedida.

Líder mundial no setor ótico, a empresa é o resultado da fusão entre a Essilor, fabricante de lentes oftalmológicas e dona de marcas como Varilux, Crizal e Transitions e a Luxottica, fabricante de armações e óculos escuros, dona de marcas como Ray-Ban e Oakley.

“A integração das duas empresas, que ainda está em curso, deve gerar sinergias de custo e de receita que deverão melhorar a rentabilidade futura combinada”, explica Siqueira.

Os números são superlativos: O grupo franco-italiano faturou 17 bilhões de euros em 2019 e fabricou 270 milhões de pares de lentes oftalmológicas e 170 milhões de armações e óculos escuros. Dona também de pontos de venda, a empresa é dona de grandes redes varejistas, como Sunglass Hut, Lenscrafters e, no Brasil, as Óticas Carol.